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Resposta à lista de contradições no Alcorão

Recebi as seguintes respostas às contradições apresentadas no post sobre contradições no Alcorão. O post, para quem não leu, é este aqui: http://respondendoisla.blogspot.com/2011/06/uma-lista-parcial-de-problemas-e.html
Abaixo segue me letras vermelhas a mensagem do leitor (quis permanecer anônimo) e minha réplica imediatamente abaixo de cada comentário.

RESPOSTAS RECEBIDAS

Comentário 1, na verdade houve uma má interpretação de quem leu o que está escrito na surata 41 Deus criou a terra em 6 dias exatos, e o que afirmam os versículos 9 e 10 (2+4=6), ja no versículo 12 fala-se sobre o decreto divino da criação dos sete céus, ou ainda sete mundos, que se deu em 2 dias... portanto coisas separadas criação da terra (6dias) e decreto divino dos 7 céus (2 dias) 
Essa interpretação está incoerente. Veja, a Sura 10:3 diz que a terra e OS CÉUS foram criados em 6 dias: “... Allah que criou OS CÉUS e a terra em seis dias..”.  Também se torna incoerente dizer que a criação dos céus é algo fora da criação do mundo em si. Ora, se os ‘céus’ não fossem criados juntamente, em que lugar o planeta terra ficaria? A interpretação sobre os céus é que se referem ao universo cósmico, primeiramente, com suas estrelas e tudo mais. Isso pode ser conferir nas antigas Tafsirs e, mais atualmente, no comentário de Helmi Nasr onde diz no verso 12 sobre a criação dos céus: “trata-se do que deve existir em cada um dos céus, em termos de astros, órbitas e constelações”. Como a Sura 41 diz, primeiro Allah cria a terra em 2 dias, depois estrutura a terra, inserindo-lhe montanhas em mais 4 dias e, após isso, edifica os céus em mais 2 dias, totalizando 8 dias. Já a Sura 10:3 diz que a formação da terra e dos céus se deu TUDO em 6 dias.
Comentário 2 , a crucificação existia desde antes da vinda de jesus a terra... tanto é que, como a crença crista dita, próprio jesus foi crucificado, não sei dizer exatamente quando iniciou-se essa pratica de tortura mas não foi depois da vinda de jesus 
Certamente que a crucificação já existia antes de Jesus e Jesus não foi o primeiro e nem o último a ser crucificado. No entanto, não há absolutamente nenhuma evidência de que o Faraó tenha utilizado a crucificação. O problema aqui é totalmente histórico. Não há nenhuma referência em lugar algum do mundo (exceto no Alcorão) de crucificação em tempos anteriores à Babilônia. Para ver mais sobre a origem da crucificação, veja os seguintes sites:
Até que alguém prove que já havia crucificação nos tempos de Moisés, o Alcorão permanece errado.
Comentário 3, não conheço bem essa parte da historio dos samaritanos (Samiriy - com esta no alcorão) mas assim que puder estudarei o assunto e trarei mais conhecimento para nós.
Ficarei no aguardo. É importante que estudarmos pontos em que somos fracos ou que ainda não adquirimos conhecimento. Sendo assim, aguardarei sua opinião no tema para poder trazer uma réplica.
Comentário 4, na verdade Uzair ou ainda Izrã, não é messias (Jesus) e sim um personagem da historia judaica que, diz-se, sabia a Tora de cor, por isso era chamado de filho de Deus... Deus no Alcorão elucida ao fato da idolatria aplicada ao associar filhos a Deus nas tanto no judaísmo como no cristianismo 
O problema trazido aqui é de incompreensão religiosa. Os Judeus jamais reputaram “Izra” como sendo filho de Allah. Basta ler o Antigo Testamento e o Talmud (comentário Judeu da Torá). Por outro lado, os Judeus criam que o Filho de Deus seria o Messias. Sendo assim, Mohamed se equivocou grandemente ao dizer que os Judeus diziam que Ezra era filho de Allah, isso porque eles jamais disseram isso. Se houver dúvidas, basta apenas consultar as obras a que me referi ou conversar com qualquer Judeu.
Comentário 5, na verdade o alcorão se refere ao Zul Qarnain (o de dois chifres), nome dado devido a coroa que usava que tinha dois chifres... e não há nenhuma confirmação que ele é Alexandre o grande.
A interpretação de que Zul Qarnain é Alexandre, o Grande é oriunda de fontes Islâmicas e de observação histórica. Também há a grande possibilidade de que se refira a Ciro, o Grande. Certamente não foi nenhuma outra pessoa que não um desses dois. Para conferir isso, leia, por exemplo, os comentários (Tafsir) mais antigos que encontrar sobre esse texto. A wikipédia fornece um guia para diversos autores Muçulmanos que entendem como sendo Alexandre ou Ciro: http://en.wikipedia.org/wiki/Dhul-Qarnayn. Se não foi um desses dois, então quem, segundo a história, realizou as obras descritas no Alcorão? Ou o Alcorão está equivocado ao dizer quem fez tudo isso? Querendo ou não, o Alcorão erra porque seja quem for o realizador dessas obras, era pagão e idólatra.
Comentário 6, nos versículos 5:73-75 não falam nada especifico sobre a trindade só a cita... já no versículo 5:116, vejam só também não, na verdade, o alcorão cita que existem adeptos do cristianismo tomam Jesus e Maria como deuses. O catolicismo romano, por exemplo, atribui o título de Rainha dos Céus à Virgem Maria. 
O verso 116 questiona se Jesus pediu que o tomassem a ele e à sua mãe como deuses, isso porque, evidentemente, Mohamed achava que os Cristãos tomavam Maria como um deus. Embora os católicos romanos prestem culto a Maria, nenhum deles jamais diria que ela é um deus. E, ainda, é um absurdo dizer que algum Cristão afirme que Allah é o terceiro de três. Para nenhum Cristão há mais que um Deus! Creio na Trindade sim, e por crer na Trindade creio em UM SÓ Deus. A doutrina da Trindade não é a crença em três deuses, como Mohamed pensava. A doutrina da Trindade é a crença em um só Deus que tem sua essência em três pessoas, sendo cada pessoa a mesma que o outro. Pergunte ou leia em qualquer obra Cristã que algum Cristão crê que o Pai é o terceiro de três deuses. Nunca! E, ainda que crêssemos em três deuses, o Pai (digamos que ‘Allah’ – digo assim porque não creio que cultuemos o mesmo Deus que os Muçulmanos), Allah seria o primeiro e não o terceiro porque nossa oração é em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, sendo o Pai sempre o primeiro a ser mencionado.
Comentário 7, no alcorão quando é citado “irmã de Aarão” referindo-se a virgem Maria, há inúmeros pareceres com relação a que Aarão esta se referindo:
1) o irmão de Maria, por parte de pai, e que era muito virtuoso
2)o irmão de Moises, de cuja família de Maria descendia por laços de parentesco;
Assim sendo, a idéia de fraternidade expressa nos versículos, não implica obrigatoriamente o elo sangüíneo, mas, de acordo com os costumes árabes, o elo de caráter, que os unia: virtude e piedade eram seus traços próprios....
Correção: Maria ou mariã ou ainda mariam são o mesmo nome so mal transcritos....
Outra: Maria se abrigou durante o parto numa tamareira e não palmeira e sendo ela facilmente rastreavel significa que foi verdade já que tanto o alcorão quanto a bíblia falam a esse respeito...
e o alcorão não teve fontes, ja que como todos sabem Mohamad (que a paz de Deus esteja sobre ele) era analfabeto, portanto não sabia ler 
Primeiramente, obrigado pela correção entre ‘palmeira’ e ‘tamareira’. Foi erro meu porque escrevi com o Alcorão em Inglês e, sabe-se-lá a razão, pensei em palmeira.
Bem, sobre essa contradição, ela é muito complicada para ser explicada. Prefiro, se me permitir, me ater somente a ela. Estarei preparando um artigo sobre o tema e disponibilizando no Answering Islam (www.answering-islam.org/portugues) e aqui no blog do Respondendo ao Islã. Assim será mais interessante.
Comentário 8, variantes textuais? Quais? Dê exemplos... Se você esta se referindo ao modo da escrita, isso é verdade no que diz respeito as "harakat" (movimentos), os símbolos árabes para os fonemas A, I e U, que se assemelham a acentos, que foram criados na época de Othman para evitar erros na leitura do alcorão.
Não, certamente não me refiro aos harakat. Me refiro aos textos em si. Você já leu as tradições sobre a formação do Alcorão? Faça por si próprio uma busca em Bukhari (Sahih) e descubra se ele cria que o Alcorão que você tem em mãos está completo e correto. Leia o que Abu Bakr também tem a dizer sobre esse tema e conclua com suas palavras o que ele achava disso. Analise o que Ubayy, segundo Mohamed o melhor recitador do Alcorão, achava do Alcorão que Othman produziu.
Como introdução ao assunto, disponibilizo este pequeno vídeo que traduzi há algum tempo que fala sobre isso:
Alguma citações de pessoas a quem me referi:
‘Abdullah b. ‘Umar, segundo o que se sabe, disse, ‘Que nenhum de vocês digam, “Eu tenho todo o Alcorão.” Como saberia que o tem todo? MUITO DO ALCORÃO SE FOI. Que digam, “Eu tenho o que sobreviveu”’. (Jalal al Din ‘Abdul Rahman b. Abi Bakr, al-Itqan fi ‘ulum al-Qur’an, Halabi, Cairo, 1835/1354, Volume 2, pg. 25)
 Narrou Anas bin Malik: “Hudhaifa bin Al-Yaman veio a Uthman no tempo em que o povo de Sham e o povo do Iraque travando guerra para conquistar a Armínia e Adarbijão (Adharbijan). Hudhaifa temia por suas (o povo de Sham e Iraque) diferenças na recitação do Alcorão, então ele disse a ‘Uthman, “Ó, chefe dos Crentes! Salve esta nação antes que divirjam sobre o Livro (Alcorão) como os Judeus e Cristãos divergiram antes.” Então ‘Uthman enviou mensagem a Hafsa dizendo, “Nos envie os manuscritos do Alcorão para que possamos compilar os materiais Alcorânicos em cópias perfeitas e, assim, retornaremos as cópias para vocês.” Hafsa os enviou a ‘Uthman. ‘Uthman, então, ordenou Zaid bin Thabit, ‘Abdullah bin Az-Zubair, Said bin Al-As e ‘AbdurRahman bin Harith bin Hisham para reescreveram os manuscritos em cópias perfeitas. ‘Uthman disse aos três Curaixitas, “Em caso de desacordo com Zaid bin Thabit em algum ponto sobre o Alcorão, escreva isso no dialeto dos Curaixitas, já que o Alcorão foi revelado na língua deles.” Eles assim o fizeram, e quando já haviam escrito muitas cópias, ‘Uthman retornou os manuscritos originais a Hafsa. ‘Uthman enviou a cada província Muçulmana uma cópia do que copiaram, e ordenou que todos os outros materiais Alcorânicos, quer fossem fragmentos de manuscritos ou fossem cópias completas, fossem queimados. Zaib bin Thabit acrescentou, “Um verso  da Surat Ahzab foi esquecido por mim quando copiamos o Alcorão e eu costumada ouvi-lo ser recitado pelo Apóstolo de Allah. Então nós o procuramos e o encontramos com Khuzaima bin Thabit Al-Ansari. (Esse verso era): “Dentre os crentes, há homens que cumpriram o que haviam pactuado com Allah. (33:23)” Sahih Bukhari, Volume 6, Livro 61, Hadith 510
Se, por outro lado, preferir defender que o Alcorão está completo, gostaria que provasse isso.
Que Deus nos ilumino com o conhecimento da verdade e aumente nossa paciência e tolerância...

Salah Ahmad 
Por fim, fico agradecido por seu comentário e proponho que demos continuidade do debate. Mas, sejamos francos. Debater de uma vez só 8 pontos é algo complicadíssimo e inviável. Se desejar, podemos nos ater a algum ponto específico.
E faço suas as minhas palavras: que com o conhecimento da verdade, nossa paciência e tolerância sejam aumentadas.
Na Paz de Cristo.

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